Como negociar dívidas: 8 dicas para sair do vermelho mais rápido

Negocias as dívidas é o primeiro passo para quem deseja se livrar delas de vez. Aprenda como neste artigo

Se você anda no vermelho, com boletos atrasados e contas em aberto, saiba que não está sozinho. Atualmente, mais de 65% da população do nosso país está endividada. Apesar de ser uma situação desconfortável, existe solução. Para voltar a ter tranquilidade e crédito na praça, é preciso saber como negociar as suas dívidas de forma eficiente.

Sim, quase todas as dívidas podem ser negociadas. E esse, na verdade, é o primeiro passo para sair de vez do endividamento. O que não dá é para ficar parado, vendo as dívidas crescendo e se acumulando. Concorda?

Se a resposta foi “sim”, continue com a gente leitura completa deste artigo. Vamos te mostrar que o endividamento pode ser revertido com algumas dicas bem práticas! Preparado para aprender como negociar as dívidas e limpar o seu nome de vez? Então, vamos começar!

Saiba como negociar e se livrar de vez das dívidas!

A importância de pagar pelas suas dívidas está, por exemplo, na sua conta de energia, que não pode ser cortada. Ou no pagamento do seu plano de saúde, que precisa ser feito, pois nunca sabemos quando vamos precisar usá-lo.

Está também no mercado do crédito, que fechará as portas para você, caso o seu nome fique sujo. Isso significa que fazer empréstimos, financiamentos e solicitar cartões de crédito será bem mais difícil.

Confira abaixo como negociar as suas dívidas e vá em busca da sua estabilidade financeira!

1. Coloque tudo na ponta do lápis!

Antes de mais nada, você sabe exatamente quanto está devendo? Bem, pelo menos, deveria. Anote todas as suas dívidas para que possa ter uma visão clara de quanto você precisará levantar para realizar o pagamento.

Nosso conselho é que você as coloque dentro de uma planilha, para uma melhor gestão e visualização das mesmas. Insira o nome do credor, os valores iniciais e finais das dívidas, os juros, o número de parcelas e o tipo de dívida.

É importante que você tenha o contato direto dos seus credores para facilitar o processo das negociações.

2. Priorize as dívidas com juros mais altos

Os juros compostos são uma das principais causas do endividamento. Eles são considerados os melhores amigos dos investidores, enquanto também são o pior pesadelo dos endividados. 

Quando uma dívida tem juros compostos, o valor devido aumenta a cada dia que passa. Por isso, na hora de negociar e quitar as suas dívidas, elas devem ser prioridade!

Depois de fazer o levantamento das suas dívidas, como orientamos no passo anterior, ordene-as por ordem decrescente em relação às taxas de juros. Em outras palavras: as com maiores juros sempre vêm primeiro, ok?

3. Saiba o Custo Efetivo Total das dívidas

Toda dívida tem um CET, ou Custo Efetivo total. Trata-se do valor que o banco ou instituição financeira cobra para prestar o serviço a você, como financiamentos ou empréstimos.

O custo de uma dívida envolve mais do que as taxas de juros. Também são cobrados seguros, tributos, registros, IOF e outros encargos! Tudo isso está envolvido na contratação de uma linha de crédito.

Portanto, para levantar o valor real das suas dívidas e planejar as negociações, você precisa saber exatamente quanto deve. E isso só é possível conhecendo o CET das operações.

4. Troque dívidas mais caras por dívidas mais baratos

Sim! É possível trocar dívidas caras por outras, mais baratas.

Por exemplo: para dívidas do cartão de crédito, que estão no crédito rotativo, vale mais a pena tomar um empréstimo. Assim, você paga a dívida do cartão à vista – o que impede que os juros compostos cresçam – e assume uma nova dívida, com menores taxas.

O objetivo é reduzir o valor total das suas dívidas. Diversas vezes, solicitar um empréstimo para cobrir dívidas mais altas se torna uma forma prática de economizar.

Lembrando que, para conhecer o valor real das dívidas, é preciso saber o CET, como explicamos no tópico anterior. Só assim, você saberá se a troca realmente vale a pena.

5. Negocie diretamente com o credor

Tem contato direto com o seu credor? Então, que tal negociar com ele? O ideal seria que vocês se encontrassem presencialmente. Mas, como ainda estamos em uma pandemia, o diálogo pode acontecer via telefone ou até chamada de vídeo.

Seja franco acerca da sua situação financeira e tente negociar as suas dívidas. Não tenha medo e nem vergonha de buscar melhores condições de pagamento, como taxas menores e mais prazo.

Para quitar as suas dívidas, você terá adequá-las à sua capacidade de pagamento.Para tornar o processo mais fácil, projete, em seu planejamento, as novas condições que deseja e tente acordos baseados nelas.

6. Corte despesas que não agregam

Muitas vezes, temos o impulso de comprar itens que, na verdade, não precisamos. Essas pequenas – e, às vezes, grandes – compras sem planejamento prévio podem comprometer muito do nosso dinheiro.

É importante fazer uma análise do seu orçamento durante um mês para visualizar bem os gastos desnecessários. Assim, na eminência de cometer o mesmo “erro” novamente, você já terá adquirido a consciência necessária para recuar.

As decisões ruins que tomamos em relação ao dinheiro nos trouxeram até o estado de endividamento. Por isso, devemos aprender e refletir com elas.

Nunca nos recriminando, claro. Mas, entendendo que, agora detentores do conhecimento, podemos fazer diferente e agir com mais inteligência na hora de fazer gastos supérfluos.

7. Monte um planejamento financeiro

Fazer um planejamento financeiro é a primeira estratégia de quem deseja tomar melhores decisões sobre o seu dinheiro. Afinal de contas, não adianta nada pagar dívidas antigas para contrair novas.

Trata-se de uma organização mensal de todas as suas obrigações financeiras. Contas, gastos fixos, gastos variáveis e todas as despesas que envolvam o seu custo de vida mensal.

Até a negociação das suas dívidas deve estar dentro de um plano onde constarão todas as suas despesas do mês. O hábito de atualizar e organizar o seu planejamento reduz bastante as suas chances de contrair novas dívidas.

8. Adquira disciplina financeira

Pagar as dívidas e se manter longe delas é algo que só a disciplina financeira vai te proporcionar. Junte dinheiro, monte um plano de poupança e aprenda a investir.

Pagar as dívidas à vista pode te garantir bons descontos. E para juntar dinheiro, você vai precisar de disciplina financeira. Até mesmo para cortar gastos desnecessários, como falamos em um tópico anterior a este.

A reeducação financeira pode te ajudar muito neste aspecto. É preciso relembrar, a todo tempo, a importância de organizar a nossa vida financeira. Assim, é possível ter estabilidade e eliminar as dívidas da nossa vida de vez.

E então, as nossas dicas te ajudaram? Se você gostou deste artigo, não esquece de enviar ele para aquele seu amigo que vive reclamando por estar endividado!

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