Contratos futuros: o que são e quando vale a pena investir

Os contratos futuros são investimentos de alto risco, mas que podem gerar muitos lucros. Saiba tudo sobre eles

Você sabe o que é contrato futuro? Trata-se de um tipo de investimento da renda variável, considerado de alto risco. Se assustou? Não precisa ter medo. Apesar de oferecer mais risco, a possibilidade de lucro também é maior. Ou seja: pode ser um bom negócio para você! Mas, antes de investir, é preciso conhecer melhor o ativo e as suas particularidades.

É para isso que estamos aqui. O Blog CiClick surgiu, justamente, para incentivar a formação do seu conhecimento financeiro! Nossa missão é informá-lo sobre finanças, investimentos, produtos financeiros e muito mais.

Portanto, se você deseja saber mais sobre os contratos futuros e como eles funcionam, não deixe de ler este artigo até o final. Vamos te explicar tudo sobre o assunto para que você possa identificar se o investimento está, ou não, alinhado com os seus objetivos financeiros. Preparado? Então, continue com a gente!

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O que são exatamente os contratos futuros?

O contrato futuro nada mais é do que um acordo de compra ou venda de ativos para uma data que ainda não chegou – está no futuro. Investindo em contratos futuros, o indivíduo pode tanto lucrar na valorização quanto na queda de um ativo!

A negociação acontece dentro da Bolsa de Valores. Através de um contrato futuro, comprador e vendedor se comprometem a cumprir a negociação na data futura com o preço cotado na data presente. Ou seja: mesmo que o ativo caia ou suba, não será possível alterar o seu valor, já que este foi pré-estabelecido na hora da compra ou venda.

Logo, funciona da seguinte maneira: se na data do contrato os ativos subirem, quem compra lucra! Mas, se chegar à data do contrato e os ativos caírem, o investidor pode sofrer um prejuízo “daqueles”!

Você sabia que os contratos futuros surgiram antes mesmo das ações? Eles vieram para melhorar as negociações das commodities agrícolas no século XII. Só depois de muito tempo, passaram a ser utilizados para negociar ativos e outros produtos.

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Até hoje, os preços de produtos assim podem sofrer alterações de acordo com eventos que favoreçam ou prejudiquem a colheita agrícola. Por isso que muitos agricultores negociam os preços antes mesmo da colheita!

Onde a negociação acontece?

homem investindo em contrato futuro
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A negociação dos contratos futuros acontece em um ambiente específico. Ele se chama de Mercado Futuro e está dentro da Bolsa de Valores, como mencionamos anteriormente.

Uma vez no mercado futuro, o investidor tem acesso a resultados diariamente. É assim que ele consegue comparar o valor da negociação com o valor atual do ativo.

Como esse tipo de investimento não é barato, os pequenos investidores (como os iniciantes, por exemplo) passavam longe dos contratos futuros. Foi assim que surgiram os mini contratos futuros, também negociados na Bolsa, dentro do Mercado Futuro.

Eles deixaram esse mercado mais acessível para pessoas físicas e novos investidores. Na Bolsa, estão disponíveis mini contratos de dólar e mini contratos de índice. Funciona tudo igualzinho ao contrato futuro tradicional, com valores que chegam até, no máximo, 20% do normal.

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Como eles funcionam na prática?

O funcionamento do contrato futuro pode parecer um pouco complicado à primeira vista. Mas, a realidade é que o processo é bem simples.

A B3 (Bolsa de Valores do Brasil) é responsável pela supervisão do processo. Isso significa que, obrigatoriamente, toda a negociação precisa acontecer dentro do Mercado Futuro, na B3.

A operação fixa a compra e a venda para um determinado período do mês. Digamos que você comprou ou vendeu um contrato futuro – o preço e quantidade de produto foram fixados durante a negociação. Portanto, alterações nos valores não estão mais permitidas.

Na data do vencimento do contrato, você descobre se a compra gerou lucros ou prejuízos. Esse cálculo tem como base a soma dos resultados diários do ativo, divulgados pela Bolsa de Valores.

Caso o vendedor não se sinta seguro, ele pode revender o contrato que comprou antes da data do vencimento. São muitos os tipos de contratos futuros existentes. Confira a seguir.

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Quais são os tipos de contratos futuros?

Existem diversos tipos de contrato futuro! Cada um deles negocia uma categoria de produtos diferente. Confira abaixo!

  • De commodities: Commodities é o nome dado a matérias primas. São mercadorias que podem ser guardadas sem prejuízo da qualidade, por não passarem por grandes processos de industrialização. Elas são comercializadas em grandes quantidades e vendidas globalmente. Por exemplo: café, açúcar, madeira e geração de energia, dentre outras.
  • De dólar: O nome já diz tudo não é? Nesse tipo de contrato futuro, vendedor e comprador negociam dólares na cotação atual, mas com contrato para liquidação em uma data futura. A expectativa do investidor é que o valor da moeda aumente até a data de vencimento. Simples assim.
  • De ouro: Como o ouro é considerado uma commodity, esse tipo de contrato futuro funciona como o de commodities. São negociados 250 gramas de ouro por contrato.
  • De juros: Aqui, a expectativa entre as duas partes da negociação é a variação da taxa de juros entre o dia da compra e venda até a data de vencimento do contrato. Conhecido como contrato de DI futuro, o acordo é vinculado à negociação de Depósitos Interfinanceiros (por isso a sigla DI).

Vale a pena investir em contratos futuros?

Para quem tem um perfil de investidor mais agressivo, contratos futuros valem muito a pena. Mas, se você tem um perfil mais conservador, talvez esse não seja o tipo de investimento alinhado com seus objetivos.

As operações que acontecem dentro do Mercado Futuro são de alto risco! Portanto, pode-se ganhar ou perder muito. Mesmo com as análises de mercado realizadas por especialistas, é praticamente impossível prever o comportamento dos preços.

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Acontecimentos externos, como políticos ou ambientais, podem impactar bastante nos valores dos ativos. Por isso, para investir no mercado futuro, é necessário ter amplo conhecimento e ser tolerante aos riscos.

Ainda não começou a investir? Confira o nosso artigo com dicas valiosas par investidores iniciantes

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Fernanda Reis
Redatora formada em Jornalismo pela Universidade Católica de Pernambuco, fotógrafa nas horas vagas e mãe da Aurora. Nascida e criada em Recife (PE). Em seus 28 anos de vida, sempre teve paixão por escrever e um interesse especial pelas áreas de Economia e Finanças.

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