Afinal, o que é Spread Bancário e por que devo me preocupar com ele?

Saiba tudo sobre o termo e entenda de uma vez por todas por que ele é tão importante

Você sabe o que é o famoso spread bancário? Com certeza, já ouviu falar sobre ele. Sempre temido por estar associado a taxas altíssimas de juros no Brasil, o spread bancário é a diferença entre os juros que os bancos te pagam e os juros que eles praticam.

Em resumo, a instituição financeira define quanto você vai pagar pelo crédito, te deixando ciente do quanto ela está lucrando com a operação. O custo existe porque os bancos e as fintechs precisam compensar todos os riscos envolvidos ao te emprestar uma determinada quantia.

Quer entender melhor como funciona o spread bancário e por que é importante não perder esse número de vista? Então, acompanhe a leitura deste artigo até o final! Vamos lá?

O que é o Spread Bancário?

A diferença entre a taxa de juros que o banco cobra por um empréstimo e a taxa de juros que eles pagam pelos empréstimos que fazemos a eles (investimentos). Podemos definir o spread bancário assim.

Em outras palavras, trata-se da diferença entre os juros cobrados e os juros praticados pelos bancos, fintechs e demais instituições financeiras.

Vamos supor que você está investindo em CDB, que é o Certificado de Depósito Bancário. Neste tipo de investimento, empresta-se dinheiro ao banco, que nos paga de volta o valor acrescido de juros.

O CDB rende, em média, 6% ao ano. Enquanto isso, o mesmo banco está cobrando 30% ao ano de juros em cima do seu empréstimo pessoal. Logo, o spread bancário, neste caso, é de 24%! Entendeu direitinho?

Para que ele serve?

Para muitas pessoas, o spread bancário é um vilão. Mas, na verdade, ele significa acesso ao crédito e a taxas de juros compatíveis com o bolso de muita gente. É que, muito além da diferença entre juros cobrado e praticado, ele representa a remuneração da instituição financeira.

Bancos não são instituições filantrópicas: longe disso. Eles precisam cobrir os custos de suas operações e, ainda por cima, lucrar com a prestação dos seus serviços.

O spread bancário pode variar, é claro. Vai depender muito do tipo de operação, dos custos administrativos e dos riscos envolvidos.

A realidade é que, quanto mais alto o percentual do spread, mais caro será o crédito para quem faz o empréstimo. Logicamente, mais lucratividade terá o banco.

Como o spread bancário me afeta?

O spread bancário é muito importante para que o banco obtenha lucros, mas ele não é formado apenas por isso. O índice de inadimplência, custos, encargos e impostos também compõem essa porcentagem.

Não podemos perder o spread bancário de vista pelo simples fato de que ele afeta o nosso bolso de forma direta.

Quanto maior o spread, mais caro custará o crédito no Brasil. E, dependendo da situação econômica em que nos encontrarmos, ele pode despencar ou subir bastante.

Quando ele sobe, maiores serão os juros que teremos que pagar por empréstimos, financiamentos e outras linhas de crédito importantíssimas.

Do que, exatamente, ele é composto?

O spread bancário é composto por cinco componentes principais. O custo de captação é o primeiro, representando as despesas que um banco tem ao pagar os juros pela captação de recursos – pagos por investimentos, como poupança e títulos de crédito.

A inadimplência vem em seguida, representando as perdas que os bancos têm por causa de dívidas não pagas e créditos não recuperados. Fora os descontos que acontecem nas negociações.

Logo atrás, vêm as despesas administrativas. Elas representam o custo geral que um banco tem com a sua manutenção e administração. Isso inclui a folha de pagamento, logística, RH e todas as despesas administrativas de forma geral.

Na fila, os tributos e FGC. Esses são impostos que o banco paga, como PIS/Cofins, CSLL E IRPJ. Tem também o IOF, o Imposto sobre Operações financeiras, pago pelos clientes do banco. Aqui, também estão o Fundo Garantidor de Crédito, o famoso FGC, e os depósitos exigidos pelo Banco Central, chamados de depósitos compulsórios.

Para finalizar, até porque este é um componente que nunca pode ficar de fora, está a famosa margem financeira. É com este capital que o banco remunera os seus sócios e também seus acionistas.

Como calcular o spread bancário?

Em uma transação, existem duas maneiras de calcular um spread bancário. Uma é chamada de spread aditivo, e é mais simples. Consiste apenas em calcular a diferença entre a taxa de captação e taxa de crédito. O cálculo é o que fizemos mais acima neste texto.

Por exemplo: você tem um investimento que te paga 10% ao ano. E um empréstimo pessoal que te cobra 30% de taxa ao ano. Logo, o spread bancário consiste em: 30% – 10% = 20%.

O spread bancário pode ser calculado com uma precisão maior, mas a fórmula é bem complexa. Por isso mesmo, nem é revelada pelos bancos. O cálculo do spread aditivo é perfeito para calcular a taxa no cotidiano, além de ser suficiente.

Agora você já sabe o que é o spread bancário e como ele pode afetar o seu bolso diretamente! Aproveite para dividir o conhecimento com seus amigos e familiares, compartilhando este artigo nas suas redes sociais!

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